segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

MÁSCARAS

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Entre máscaras e desfiles de Carnaval, brincadeiras e alegrias, uma reflexão:

"Todos usamos máscaras e chega a uma altura em que não podemos tira-las sem arrancar a nossa própria pele." mas ....





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"Será que vale a pena criarmos máscaras para escondermos o que realmente somos para a satisfação social?"



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Divirta-se com ou sem máscara, mas depois depois do Carnaval deixe cair a máscara!

 

UM ÓPTIMO CARNAVAL! Resultado de imagem para fotos desfile carnaval 2015.pt

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ASTROFÍSICO PORTUGUÊS GANHA PRÉMIO EUROPEU PARA INVESTIGAR AS EQUAÇÕES DE EINSTEIN


No ano em que se assinalam 100 anos da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, Vítor Cardoso, investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (Centra) IST, ganha uma nova bolsa, de 1,5 milhões de euros, do Conselho Europeu de Investigação  (ERC, na sigla em inglês). A primeira bolsa, no montante de um milhão de euros, foi recebida pelo investigador português, um dos poucos físicos premiados duas vezes com uma bolsa atribuída pelo ERC, em 2014.
 
 
Com o valor deste prémio, o astrofísico irá prosseguir a investigação das equações de Einstein na Teoria da Relatividade Geral, estudar os buracos negros  e as ondas gravitacionais com o supercomputador Baltasar Sete-Sóis, do grupo de investigação de Vítor Cardoso, no Instituto Superior Técnico de Lisboa.
 
                                                                                                            

 

Segundo a  previsão da Teoria da Relatividade Geral, pouco depois do início do Universo, há cerca de 13.800 milhões de anos, criado pelo Big Bang, a sua expansão produziu “ondas gravitacionais” -  ondulações no espaço-tempo. 
 


                      
Uma curiosidade: a origem do nome do supercomputador foi inspirado em Baltasar Mateus, o Sete-Sóis, personagem do livro Memorial do Convento de José Saramago. Foi Baltazar Mateus que, contra os ditames  e evidências instituídos na época, ajudou o padre Bartolomeu Lourenço a construir a passarola que um dia iria sobrevoar Lisboa. Outros desafios se colocam a Baltasar Sete-Sóis.
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PORTA Nº 15 - GRÂNDOLA


De um passado distante em que Grândola se destacou pelas actividades tradicionais, nomeadamente a cerealicultura, a vitivinicultura (na várzea de Grândola), a pecuária e a caça, diversas transformações conduziram às indústrias, entre as quais, a moagem, a tecelagem, a produção de vestuário, calçado e a construção civil
 
A acrescentar a esta lista, destacam-se na 2.ª metade do século XIX duas atividades que transformam o panorama económico-social: a indústria mineira, inicialmente no Canal Caveira e mais tarde no Lousal, e a indústria corticeira.
 
A localização geográfica, a diversidade e preservação da paisagem, e qualidade das vias de comunicação, têm em Grândola um polo com crescente oferta cultural.
 

 
 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso) é associado a Grândola, cuja ligação começou quando foi convidado, em 1964,  para atuar  na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Influenciado pelo ambiente que vivenciou, criou a primeira versão da letra  "Grândola Vila Morena" que viria a ser editada em 1971. 


Foi ao som desta canção que foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas que fez cair o regime repressivo em 25 de Abril de 1974, ano que foi considerado Cidadão Honorário de Grândola.


Nascido em Grândola, a 6 de janeiro de 1939, destaca-se Hélder Mateus Pereira da Costa que estudou Direito mas, acabou por seguir um percurso profissional dedicado ao Teatro.

Dramaturgo, escritor, ator e encenador, Hélder Costa,  aquando do seu exílio em França por questões políticas, criou em 1970, o Teatro Operário de Paris.  Regressou a Portugal depois do  25 de abril de 1974, tendo sido um dos fundadores da companhia de Teatro "A Barraca" (Prémio UNESCO,1992), em Santos, Lisboa, palco de representação de textos da sua autoria e, entre outros, Moliére, Gil Vicente, Dário Fo, Woddy Allen, Ionesco, Brecht.
  
 

 
Encenou diversos espectáculos em Espanha, Brasil, Dinamarca e Moçambique. Uma das suas peças, "O Príncipe de Spandau", foi estreada em Viena de Áustria, e representada na Dinamarca, na Bolívia e mereceu leituras-espectáculo em Madrid, Paris, Bruxelas, Roménia e Lisboa.

Foi amplamente galardoado com prémios nacionais e internacionais em que se destacam: o Grande Prémio de Teatro da RTP, Damião de Góis; Associação de Críticos; Casa da Imprensa; Prémio da Associação de Actores e Directores da Catalunha. No 1.º Festival Internacional da Ciudad de México foi distinguido com o primeiro lugar com a peça "Dancing" .
 
Em 2004, foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Municipal.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

NÃO BASTA ABRIR A JANELA


Porque a máquina da felicidade não existe, é uma criação singular, é preciso estar atento às modas, conceitos que nos impingem, ter espírito crítico. O que é bom para os outros pode não ser bom para nós! Sermos nós próprios é o verdadeiro desafio, por isso, embora possa ser um começo .... 


NÃO BASTA ABRIR A JANELA

Não basta abrir a janela 
Para ver os campos e o rio. 
Não é bastante não ser cego 
Para ver as árvores e as flores. 
É preciso também não ter filosofia nenhuma. 
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas. 
Há só cada um de nós, como uma cave. 
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; 
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, 
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela. 

Falas de civilização, e de não dever ser, 
Ou de não dever ser assim. 
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos, 
Com as cousas humanas postas desta maneira. 
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos. 
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor. 
Escuto sem te ouvir. 
Para que te quereria eu ouvir? 
Ouvindo-te nada ficaria sabendo. 
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo. 
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres. 
Ai de ti e de todos que levam a vida 
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Entre o que vejo de um campo e o que vejo de outro campo
Passa um momento uma figura de homem.
Os seus passos vão com «ele» na mesma realidade,
Mas eu reparo para ele e para eles, e são duas cousas:
O «homem» vai andando com as suas ideias, falso e estrangeiro,
E os passos vão com o sistema antigo que faz pernas andar, Olho-o de longe sem opinião nenhuma. Que perfeito que é nele o que ele é – o seu corpo,
A sua verdadeira realidade que não tem desejos nem esperanças,
Mas músculos e a maneira certa e impessoal de os usar.

Alberto Caeiro


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DECISÕES 2015


Um dia li que "a felicidade é um caminho em construção".  Depende de nós? Claro que sim, embora passe também pelos outros que podem influenciar ou mudar a nossa vida, mas somos nós que decidimos o que queremos fazer com o que nos acontece. 

Estar feliz não é um estado de espírito permanente, não temos que estar felizes ou mostrar que estamos para sermos melhor aceites. Há pessoas mais ou menos melancólicas, pessoas alegres por natureza, por isso, o que é importante é fazer e tomar decisões que nos possam fazer sentir bem (melhor).

Sugestões para 2015:


1. SORRIR
 
Não consegue? Comprendo, às vezes não é fácil, mas quando sorri e se esforça por ver o sol atrás das nuvens, não é mais compensador? Pode não resolver, mas ajuda a aliviar a pressão e, quem sabe, encontrar uma solução. E, ao sorrir, vai sentir-se bem melhor!
Já está a sorrir? 
 Smileys Showing Happy Cheerful Faces
 
2. COM QUEM QUERO PASSAR O TEMPO? COM QUEM QUERO ESTAR?
 
Esta pergunta é fundamental! As relações construtivas e fortes são as que nos fazem bem. Ter relações com pessoas que drenam a nossa energia e tempo e, muitas vezes, nem nos ouvem (só elas é que têm problemas!), é para deixar para trás. Pessoas que nos fazem mal? Não!!!! Há pessoas que nos podem fazer tanto bem e ajudar-nos a descobrir o melhor que há em nós.  Prevalece o ditado "mais vale só que mal acompanhado" 
 
  
3. MEDITAÇÃO

 Não será por acaso que a meditação e o ioga são actividades milenares.

Exercícios de respiração, ioga ou outro exercício de meditação permitem estar em contacto com nós próprios. Estas actividades ajudam a melhorar a concentração e combatem a pressão e ansiedade.

Sentir a tranquilidade e o silêncio e, como dizia no outro dia um poema,  "deixa o vento soprar....".

Experimente 10 minutos diários, se acha que não tem tempo para mais, e a sua vida pessoal e profissional vai agradecer!

 
4. EXERCÍCIO FÍSICO E ÁGUA

Bons hábitos: o exercício físico e o consumo de água. Não há dúvida que o exercício físico faz-nos sentir melhor, dá-nos mais confiança e energia!

Caminhadas, actividade em ginásio, andar mais a pé, utilizar transportes públicos... mexa-se, mexa-se!

E H2O, água. Este precioso líquido  tem um efeito muito positivo para o corpo e pele. Beba mais água.


5. DORMIR MAIS 

Chegada a hora de ir dormir, não apetece, ficamos mais tempo acordados, mas de manhã, à hora de levantar o corpo e a mente queixam-se do sono.

Dormir bem é fundamental para equilibrar o corpo e a mente. Sentimo-nos mais enérgicos, tranquilos e preparados para responder aos desafios do dia.


6. CONTACTO COM A NATUREZA

Passear na Natureza é revigorante, dá-nos satisfação e equilíbrio.

Campo, serra, mar, rio, parque... seja qual for o ambiente, passeie ao ar livre. Aproveite para convidar os amigos para uma caminhada. Será um momento ainda mais agradável. 

 
7.  O MENOS É MAIS! SIMPLICIDADE!

As listas extensas com objectivos de início do ano revelam boa vontade, mas é preciso definir  objetivos de forma ponderada e realista. Caso contrário, apenas vai criar frustação.

Uma lista curta com objectivos específicos, mensuráveis no tempo ajudam a clarificar prioridades.

E simplicidade nas escolhas. Comprar o necessário, revela capacidade de gestão e auto-domínio.

8.RESILÊNCIA

Tentar, tentar, tentar! Falha uma vez? Tente outra! Apenas quem não tenta, não corre o risco de falhar.

É importante tirar partido da experiência, do erro. Uma análise mais cuidada ou uma tentativa mais comprometida podem fazer a diferença.

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

NATAL DOS SIMPLES

 
 





A letra é sobre as Janeiras mas é também uma invocação ao Natal a canção "O Natal dos simples" que, tal como o título da canção, é uma mensagem de simplicidade, um valor cada vez mais importante. Ouvi esta música há poucos dias num concerto de Natal e ficou no ouvido.... Pam pam pam pam!
  



Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras

Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
 
 
 
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas

Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte

Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra

Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra


Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa

Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza


Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura

Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
 
 
Letra e música: José Afonso


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PORTUGAL PARTICIPA


No dia 3 de Dezembro decorreu na Casa das Histórias Paula Rego a primeira conferência "Portugal Participa". A Câmara Municipal de Cascais foi a anfitriã deste projeto que tem como objetivos, entre outros, a criação de uma rede de autarquias que permitam consolidar processos de democracia participativa.
 
Esta iniciativa pretende orientar e reforçar os poderes e competências da sociedade civil através da introdução, acompanhamento e avaliação de políticas públicas. Pretende-se assim, estimular a participação da cidadania nos processos de decisão coletiva promovendo a transparência e a responsabilização públicas.
 
Para além do município de Cascais, Odemira e Funchal foram seleccionados como municípios-pilotos para testar as novas ferramentas de democracia participativa.
 

 
Destaca-se a assinatura da Carta de Compromisso de Criação da Rede de Autarquias Participativas por vinte e duas Câmaras Municipais a que se seguem ainda mais sete autarquias, num total de 29 Câmaras Municipais. Serão assim, 29 Câmaras Municipais unidas em rede para promover mudanças de participação e exercício de cidadania.