quinta-feira, 12 de março de 2015

MULHERES! :-)

 
Ainda a propósito do Dia Internacional da Mulher, e sempre de propósito, um poema escrito por uma grande amiga que deixou saudades.
 
Para todas as mulheres que, mesmo nas mais pequenas coisas fazem por mudar para melhor o mundo delas e à sua volta, que se multiplicam em mil tarefas, que acreditam no poder da dádiva, dedico este poema. Para as mulheres que reclamam,  se insurgem e lutam pela mudança com confiança e determinação. E, este país está cheio de mulheres extraordinárias! 
 
Um dia li que o grande problema das mulheres é não darem valor a elas próprias. Se assim for, todos os dias são bons para começar a mudar!  É preciso acreditar!
 
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CONHECE-TE E AMA-TE!
 
 Só o amor faz renascer a esperança
Só o perdão devolve a Felicidade
Só alguém que sabe amar alcança
A chave a sua própria felicidade
 
 
Conhece-te e ama-te como és
Não te importes com críticas ou censuras
Trabalha e batalha de lés a lés
E verás que a confiança perdura
 
 
Em todos os teus actos e opções
Nas lutas com gigantes ou anões
Onde a tua força vais mostrar
 
Analisa bem as tuas emoções
Tod`s prós, os contras e as razões...
Ninguém te conseguirá derrubar!
 
-Maria Manuela Seixas-


sexta-feira, 6 de março de 2015

PORTA Nº 16 - BELMONTE

 
Localizada na região Centro, no distrito de Castelo Branco, Belmonte é uma vila portuguesa cuja história  remonta à concessão do foral de D. Sancho I, em 1199.

Uma curiosidade, foi nesta agradável vila que nasceu o navegador Pedro Álvares Cabral  que, no século XV, descobriu o Brasil. Pode visitar o Panteão dos Cabrais, onde se encontra um túmulo com alguns restos mortais de Pedro Álvares Cabral, para além de outros da mesma família.

 
A histórica de Belmonte tem uma forte ligação com a comunidade judaica que devido à intolerância religiosa na Península Ibérica teve Belmonte como abrigo.
Os judeus sefarditas, descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha, acabaram por ter que fugir devido à perseguição religiosa . A palavra "sefardita" tem origem na denominação hebraica "sefarad" que significa Península Ibérica.

 
O Museu Judaico de Belmonte, primeiro sobre o tema em Portugal, que mostra as tradições e o dia-a-dia dessa comunidade, é uma referência nacional. Há ainda outros locais de interesse que vai gostar de visitar: o Castelo de Belmonte, a Torre de Centum Cellas - no Colmeal, muito perto de Belmonte - e o Museu dos Descobrimentos. Aqui faço uma pausa, gostei muito de visitar este Museu que nos faz viajar para o Brasil em imagens e sons.
 
Com a recuperação das ruínas do antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança, construído sobre uma Ermida construída no século XIII , surge a Pousada de Belmonte com uma excelente vista.
 
 

 
 
A origem do nome Belmonte não é certa. Há quem afirme que se deve à beleza do monte visto de longe - belo monte- e quem lhe atribua a origem do topónomo por ter sido fortificado pelo menos com dois castelos e ao culto ao deus da guerra - belli monte - Monte de Guerra. Bellimonte - Monte da Guerra -  daria origem a Belmonte.
 
É pela beleza da paisagem de Belmonte que vamos! Pela Cova da Beira, o Vale do Zêzere, e pequenas serras que revelam antigas marcas geomorfológicas características da região.
 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

PASSEIOS COM ARTE E CIÊNCIA: entre as Amoreiras e o Chiado


Os passeios com arte e ciência querem dar conhecer o percurso entre as Amoreiras e o Chiado, uma das zonas mais dinâmicas de Lisboa, em parceria com o Metropolitano de Lisboa. 
 
O programa 8 Museus/8 Estações pretende conjugar o acervo de oito museus da cidade com a arte e beleza do Metropolitano de Lisboa. Uma iniciativa que liga Oito museus que se distinguem pela diversidade e importância do património à arte ao Metro de Lisboa.
 

É uma excelente oportunidade para conhecer melhor Lisboa e a beleza artística das estações do Metro. Mais um vantagem: promete ser um bom programa de fim-de-semana.
 
Inscreva-se nas visitas guiadas gratuitas a decorrer entre Janeiro e Agosto de 2015!


 
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

MÁSCARAS

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Entre máscaras e desfiles de Carnaval, brincadeiras e alegrias, uma reflexão:

"Todos usamos máscaras e chega a uma altura em que não podemos tira-las sem arrancar a nossa própria pele." mas ....





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"Será que vale a pena criarmos máscaras para escondermos o que realmente somos para a satisfação social?"



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Divirta-se com ou sem máscara, mas depois depois do Carnaval deixe cair a máscara!

 

UM ÓPTIMO CARNAVAL! Resultado de imagem para fotos desfile carnaval 2015.pt

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ASTROFÍSICO PORTUGUÊS GANHA PRÉMIO EUROPEU PARA INVESTIGAR AS EQUAÇÕES DE EINSTEIN


No ano em que se assinalam 100 anos da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, Vítor Cardoso, investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (Centra) IST, ganha uma nova bolsa, de 1,5 milhões de euros, do Conselho Europeu de Investigação  (ERC, na sigla em inglês). A primeira bolsa, no montante de um milhão de euros, foi recebida pelo investigador português, um dos poucos físicos premiados duas vezes com uma bolsa atribuída pelo ERC, em 2014.
 
 
Com o valor deste prémio, o astrofísico irá prosseguir a investigação das equações de Einstein na Teoria da Relatividade Geral, estudar os buracos negros  e as ondas gravitacionais com o supercomputador Baltasar Sete-Sóis, do grupo de investigação de Vítor Cardoso, no Instituto Superior Técnico de Lisboa.
 
                                                                                                            

 

Segundo a  previsão da Teoria da Relatividade Geral, pouco depois do início do Universo, há cerca de 13.800 milhões de anos, criado pelo Big Bang, a sua expansão produziu “ondas gravitacionais” -  ondulações no espaço-tempo. 
 


                      
Uma curiosidade: a origem do nome do supercomputador foi inspirado em Baltasar Mateus, o Sete-Sóis, personagem do livro Memorial do Convento de José Saramago. Foi Baltazar Mateus que, contra os ditames  e evidências instituídos na época, ajudou o padre Bartolomeu Lourenço a construir a passarola que um dia iria sobrevoar Lisboa. Outros desafios se colocam a Baltasar Sete-Sóis.
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PORTA Nº 15 - GRÂNDOLA


De um passado distante em que Grândola se destacou pelas actividades tradicionais, nomeadamente a cerealicultura, a vitivinicultura (na várzea de Grândola), a pecuária e a caça, diversas transformações conduziram às indústrias, entre as quais, a moagem, a tecelagem, a produção de vestuário, calçado e a construção civil
 
A acrescentar a esta lista, destacam-se na 2.ª metade do século XIX duas atividades que transformam o panorama económico-social: a indústria mineira, inicialmente no Canal Caveira e mais tarde no Lousal, e a indústria corticeira.
 
A localização geográfica, a diversidade e preservação da paisagem, e qualidade das vias de comunicação, têm em Grândola um polo com crescente oferta cultural.
 

 
 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso) é associado a Grândola, cuja ligação começou quando foi convidado, em 1964,  para atuar  na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Influenciado pelo ambiente que vivenciou, criou a primeira versão da letra  "Grândola Vila Morena" que viria a ser editada em 1971. 


Foi ao som desta canção que foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas que fez cair o regime repressivo em 25 de Abril de 1974, ano que foi considerado Cidadão Honorário de Grândola.


Nascido em Grândola, a 6 de janeiro de 1939, destaca-se Hélder Mateus Pereira da Costa que estudou Direito mas, acabou por seguir um percurso profissional dedicado ao Teatro.

Dramaturgo, escritor, ator e encenador, Hélder Costa,  aquando do seu exílio em França por questões políticas, criou em 1970, o Teatro Operário de Paris.  Regressou a Portugal depois do  25 de abril de 1974, tendo sido um dos fundadores da companhia de Teatro "A Barraca" (Prémio UNESCO,1992), em Santos, Lisboa, palco de representação de textos da sua autoria e, entre outros, Moliére, Gil Vicente, Dário Fo, Woddy Allen, Ionesco, Brecht.
  
 

 
Encenou diversos espectáculos em Espanha, Brasil, Dinamarca e Moçambique. Uma das suas peças, "O Príncipe de Spandau", foi estreada em Viena de Áustria, e representada na Dinamarca, na Bolívia e mereceu leituras-espectáculo em Madrid, Paris, Bruxelas, Roménia e Lisboa.

Foi amplamente galardoado com prémios nacionais e internacionais em que se destacam: o Grande Prémio de Teatro da RTP, Damião de Góis; Associação de Críticos; Casa da Imprensa; Prémio da Associação de Actores e Directores da Catalunha. No 1.º Festival Internacional da Ciudad de México foi distinguido com o primeiro lugar com a peça "Dancing" .
 
Em 2004, foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Municipal.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

NÃO BASTA ABRIR A JANELA


Porque a máquina da felicidade não existe, é uma criação singular, é preciso estar atento às modas, conceitos que nos impingem, ter espírito crítico. O que é bom para os outros pode não ser bom para nós! Sermos nós próprios é o verdadeiro desafio, por isso, embora possa ser um começo .... 


NÃO BASTA ABRIR A JANELA

Não basta abrir a janela 
Para ver os campos e o rio. 
Não é bastante não ser cego 
Para ver as árvores e as flores. 
É preciso também não ter filosofia nenhuma. 
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas. 
Há só cada um de nós, como uma cave. 
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; 
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, 
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela. 

Falas de civilização, e de não dever ser, 
Ou de não dever ser assim. 
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos, 
Com as cousas humanas postas desta maneira. 
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos. 
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor. 
Escuto sem te ouvir. 
Para que te quereria eu ouvir? 
Ouvindo-te nada ficaria sabendo. 
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo. 
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres. 
Ai de ti e de todos que levam a vida 
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Entre o que vejo de um campo e o que vejo de outro campo
Passa um momento uma figura de homem.
Os seus passos vão com «ele» na mesma realidade,
Mas eu reparo para ele e para eles, e são duas cousas:
O «homem» vai andando com as suas ideias, falso e estrangeiro,
E os passos vão com o sistema antigo que faz pernas andar, Olho-o de longe sem opinião nenhuma. Que perfeito que é nele o que ele é – o seu corpo,
A sua verdadeira realidade que não tem desejos nem esperanças,
Mas músculos e a maneira certa e impessoal de os usar.

Alberto Caeiro