quarta-feira, 20 de maio de 2015

MUSEU ABADE BAÇAL - BRAGANÇA

  


O ano passado conheci Bragança, em Trás-os-Montes, cidade acolhedora, plana, com um castelo com séculos de História com muito para contar.
 
Um dos pontos fortes da visita a uma região que tem vindo a ser esquecida, e com tanto para descobrir, foi o Museu Abade Baçal. A apresentação, a organização e as peças do museu são exemplares.  


  






















Sacerdote, etnólogo, etnógrafo e historiador, Francisco Manuel Alves, o Abade Baçal, conseguiu reunir e transmitir a identidade cultural dos transmontanos. A sua obra principal, Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, é constituída por 11 volumes.

  
                                                                                                                





O Museu é uma homenagem ao legado de Abade Baçal, aos transmontanos e a uma região do interior que persiste na conservação dos costumes, saberes e tradições.

Do acervo do museu fazem parte peças de escultura, ourivesaria, numismática e peças do recheio do Paço Episcopal. Para os apreciadores de pintura, as  colecções de pintura com quadros de José Malhoa, Abel Salazar, desenhos de Almada Negreiros, são também uma motivo de visita. Valeu a pena!
 

 


sexta-feira, 15 de maio de 2015

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS 2015



O Dia Internacional dos Museus, comemorado a 18 de maio, é subordinado, este ano, ao tema Museus para uma sociedade sustentável. Neste dia, a entrada nos Museus e Palácios da Direção-Geral do Património Cultural é gratuita!
 
Fachada do Palácio Nacional da AjudaFachada do Museu Grão Vasco
 
Dia 16 de maio, desfrute da Noite Europeia dos Museus! Uma experiência diferente e cativante!
 
 
 
 
Atividades muito variadas que se irão realizar em cerca de 70 museus oferecem uma realidade diferente de uma visita habitual com ambiente e horários pensados para a comemoração.
 
 
Fotos: DGPC
 
               

sexta-feira, 8 de maio de 2015

VILA VIÇOSA E FLORBELA ESPANCA


Um passeio pelo Alentejo num dia de Primavera radioso e de temperatura amena.
 
Uma paragem em Vila Viçosa e  um recanto do campo num canteiro, com papoilas e cheiro a terra.


 
 
Vila Viçosa, vila encantadora, terra natal de Florbela Espanca. Poetisa alentejana com poemas quase sempre em forma de soneto tem como temas o amor, a solidão, a tristeza,  a saudade, a morte, a sedução. 
 
A ligação apaixonada ao Alentejo ficou registada no soneto: "No meu Alentejo". 

 

"Meio-dia: O sol a prumo cai ardente,
Dourando tudo. Ondeiam nos trigais
D’ouro fulvo, de leve... docemente...
As papoilas sangrentas, sensuais...

Andam asas no ar; e raparigas,
Flores desabrochadas em canteiros,
Mostram por entre o ouro das espigas
Os perfis delicados e trigueiros...
 
Tudo é tranquilo, e casto, e sonhador...
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então: Onde há pintor,

Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste mundo?!"

 


   
   Este ano num evento da comemoração do Dia da Poesia, ouvi o poema que se segue. Perguntei de quem era e depois de pesquisar, encontrei a felicidade de Florbela Espanca...

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 FELICIDADE











"Olhe que a única maneira de na vida ser feliz, principalmente os seres como você, de uma grande sensibilidade, de uma extraordinária imaginação, a única maneira é construir-se um lar bem doce, bem cheio de luz onde, longe do mundo, onde se possa amar, se possa trabalhar, se possa viver." Correspondência (1920)





 
 
 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

CONÍMBRIGA


Discreta, não se fala dela com frequência, embora atraia cerca de 100 mil visitantes por ano, falamos das mais famosas ruínas romanas de Portugal: Conímbriga. 
 



Confesso que há muito tempo que não visito este tesouro arqueológico, perto de Coimbra, classificado como Monumento Nacional, mas é um programa apelativo.

Nesta estação arqueológica romana, destacam-se o Museu Monográfico de Conímbriga com artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, a Casa dos Repuxos e uma admirável riqueza de pavimento de mosaicos.




                                                                       Foto: Museu Monográfico de Conímbriga


 


 
 
             





Ao passear por Conímbriga deparamos com uma exemplar conservação das ruínas que nos fazem viajar para um tempo remoto. O início de uma viagem de 700 anos de ocupação romana.
 
 
 
 
  





                        


                                                                                                            
                                                                                              
                                                                                                                              Foto: Museu Monográfico de Conímbriga

segunda-feira, 27 de abril de 2015

PORTA Nº 18 - MONTEMOR-O-NOVO

Montemor situava-se inicialmente na parte interior da muralha do Castelo, original e primitiva  área da urbe.

D. Sancho I concedeu a Montemor o primeiro foral em 1203, e D. Manuel, em 1503. 
 
Na história de Montemor-o-Novo, destacam-se o combate à ocupação castelhana (1580 - 1640), a sua importância durante as invasões francesas (início do século XIX), e a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843.

A resistência à ditadura e à luta pela liberdade e por melhores condições de vida conferem a Montemor-o-Novo uma posição de atividade e empenho pela causa.

O que pode visitar e ver em Montemor-o-Novo? Os painéis de azulejos que retratam cenas da vida agrícola nas paredes exteriores do Mercado Municipal e o Museu de Arqueologia Igreja Matriz (século. XVII – XVIII). Aprecie o encantador fresco original que reveste a abóbada da nave, o Cine-Teatro Curvo Semedo, o Monumento ao Resistente Anti-Fascista. A Igreja do Calvário diferencia-se pelas paredes e abóbada inteiramente revestidas de azulejos.
 
No Castelo, rosto emblemático da cidade pela sua  apreciável riqueza patrimonial, está localizado  o Centro Interpretativo  do Castelo na Igreja de Santiago e as Ruínas da Igreja de Santa Maria do Bispo (ex-Matriz).
 
 
No campo artístico Montemor  tem contribuido para a divulgação das artes performativas e contemporâneas com espectáculos nas áreas, entre outras, da dança e teatro.
 
  
 
 
Belchior Manuel Curvo Semedo Torres de Sequeira nasceu em Montemor-o-Novo em 1766. 






Poeta português que integrou o movimento Nova Arcádia, também conhecido como Arcádia Olissiponense, reputada academia literária do século XVIII que defende, em particular, a simplicidade da linguagem. Curvo Semedo assume na Arcádia o nome de  Belmiro Transtagano.


Autor de diversos livros, destacam-se os quatro volumes das Composições Poéticas e a  tradução de fábulas de Jean de La Fontaine.
      
                            
 
A LEBRE E A TARTARUGA
       (Fábula)


 
            «Apostemos, disse à lebre
      A tartaruga matreira,
            Que eu chego primeiro ao alvo
         Do que tu, que és tão ligeira!»


         Dado o sinal da partida,
        Estando as duas a par,
      A tartaruga começa
             Lentamente a caminhar.

A lebre tendo vergonha
De correr diante dela,
Tratando uma tal vitória
De peta ou de bagatela,


Deita-se, e dorme o seu pouco;
                         Ergue-se, e põe-se a observar
De que parte corre o vento,
E depois entra a pastar;

Eis deita uma vista de olhos
Sobre a caminhante sorna,
Inda a vê longe da meta,
E a pastar de novo torna.

Olha; e depois que a vê perto,
Começa a sua carreira;
Mas então apressa os passos
A tartaruga matreira.

À meta chega primeiro,
Apanha o prémio apressada,
Pregando à lebre vencida
Uma grande surriada.

Não basta só haver posses
Para obter o que intentamos;
É preciso pôr-lhe os meios,
Quando não, atrás ficamos.

O contendor não desprezes
Por fraco, se te investir;
Porque um anão acordado
Mata um gigante a dormir.

Composições Poéticas

 



quinta-feira, 23 de abril de 2015

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR

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Comemorado desde 1996 e por decisão da  UNESCO para estimular o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos de autor, foi instituido o  dia 23 de Abril para comemorar o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor ( conhecido como Dia Mundial do Livro).


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E porque foi escolhido o dia 23 de abril?

Foi nesta data, no ano de 1616, que faleceram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega . Foi nesta data, em diferentes anos que também nasceram ou morreram outros destacados  escritores:  Manuel Mejía Vallejo,  Maurice Druon, Josep Pla. Vladimir Nabokov.


A tradição de trocar uma rosa por um livro teve origem na Catalunha a 23 de abril, dia de São Jorge. Esta tradição já se alargou a diversos países.


Hoje já leu? Experimente, nem que seja uma página. Troque a televisão, a internet, os jogos por um livro, coloque uma música relaxante e saboreie as palavras.



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QUAL É A IMPORTÂNCIA DOS LIVROS?

Transformam as pessoas, são amigos do conhecimento, trazem beleza, alegria, fazem-nos compreender melhor a nós próprios e o mundo. Fazem-nos pensar e ter espírito crítico. E claro, levam-nos a viajar! 


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segunda-feira, 13 de abril de 2015

" O CÉU VISTO DA TERRA" - Astrofotografia

 

Levantar os olhos e ver o céu, a Via Láctea, estrelas, poeira estelar, nebulosas, gases, um desafio à imaginação. A exposição "O céu visto da Terra" no Planetário Calouste Gulbenkian - Centro Ciência Viva,  patente de 24 de Fevereiro a 10 de Maio, oferece imagens desse mundo celeste maravilhoso.
 
 
 

 
A exposição, com entrada gratuita, tem 28 fotografias de grande formato que atestam a beleza do céu.
 
As fotografias são do astrofotografo Miguel Claro especializado em "paisagens astronómicas" e premiado internacionalmente. 



 
 
 
Da próxima vez que olhar para o céu terá outra perspectiva!
 

 
uste GulbenkCentro Ciência Viva com o apoio do Centro de