quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CRISTO REI - ALMADA


 Dizemos que o que está mais perto é normalmente o que não visitamos ou não conhecemos. Já tinha feito uma tentativa de visita, mas as condições climatéricas não permitiram.

 Desta vez, as condições estavam todas reunidas e a visita ao Cristo Rei aconteceu num esplêndido dia de sol temperado com um vento ligeiro.
 












A construção do Monumento do Cristo Rei foi inspirada na grandiosa imagem do Cristo Redentor do Corcovado numa visita ao Rio de Janeiro por D. Manuel Cerejeira, na altura Cardeal Patriarca de Lisboa, em 1934.













O  Mestre Francisco Franco é o autor da imagem do monumento de Cristo Rei inaugurado em 17 de Maio de 1959.

Algumas das vistas que podemos ver do Cristo Rei, um local privilegiado para olhar para as duas margens do rio.   














                                             
 
                                                                            Vista para a Ponte sobre o Tejo
                                                                                                                     Foto: Margarida Rebelo

 
 
  Vista para a Lisnave e Alfeite
Foto: Margarida Rebelo
 
Vista para Belém
Foto: Margarida Rebelo
 

Vista para o Terreiro do Paço
Foto: Margarida Rebelo
                                                                                          

terça-feira, 4 de agosto de 2015

PORTA Nº 20 - ESTREMOZ

 
A fortaleza de Estremoz constituiu uma fortaleza importante na Guerra da Restauração e nas lutas liberais. Situada num ponto alto, a nossa vista é atraida pela Torre das Três  Coroas (reinado de D. Sancho II, D. Afonso III e D. Dinis), torre do século XIII com 27 metros.
 
Fortemente ligada à Rainha Santa, D. Isabel, para quem o seu esposo, D. Dinis, mandou construir o castelo e o palácio, Estremoz conta ainda com Capela da Rainha Santa que se encontra revestida de azulejos que relatam a sua vida.
 
No Museu Municipal encontramos, entre outros, achados arqueológicos e um conjunto de peças de carácter etnográfico. Destacam-se os Bonecos e Olaria de Estremoz e  a reconstituição de uma Casa típica Alentejana.
 
 
 
 
As diversas portas e baluartes fazem-nos lembrar a proteção que esta cidade conferia nos tempos de batalhas e conquistas.
 
Na praça principal, a animada feira no Rossio, traz-nos a agricultura local.
 
É muito agradável um passeio nesta cidade circundada por  muralhas, torres e ruas pitorescas numa cidade com uma grande diversidade de artesanato: latoaria, ferro, estanho, tapeçaria, cerâmica, cortiça e madeira, entre outros. E, claro, não poderia faltar a extração de mármore.   
 
Aposto que não vai ficar indiferente aos queijos, enchidos e vinhos, numa cidade alentejana como Estremoz. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

MUSEU DA VILA - CASCAIS

 

No centro histórico de Cascais, nos Paços do Concelho, foi recentemente inaugurado o Museu da Vila.  





Organizado em cinco temas, com recurso às novas tecnologias, a visita interativa é iniciada um anfitrião, grande apreciador de Cascais, D. Carlos I. 







No Museu é retratada a história da vila, de Cascais, que já conta com 651 anos de História, desde o Neolítico até ao século passado.






A constituição do brasão da vila, garrafas do apreciado vinho de Carcavelos, o Foral concedido por D. Manuel I, são alguns dos motivos para uma visita.
 
 

Este novo polo cultural pretende divulgar e valorizar a história do Município de Cascais, dar a conhecer a sua história e a sua importância, e divulgar o seu património.







Com entrada gratuita, o Museu pode ser visitado todos os dias.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

FMM - FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO


Se nunca esteve no FMM Sines – Festival Músicas do Mundo -  ainda está a tempo! Estive lá há poucos anos e ficou-me uma excelente recordação do Festival. O ambiente é acolhedor e descontraído e a música pauta pela diversidade e pela animação. É muita alegria vinda dos vários cantos do mundo.
 
De 17 a 25 de Julho,  a 17ª Edição do FMM decorre em  Sines e  em Porto Covo, com música africana, arte individual, música de dança e folk e outros estilos musicais, que tornam este Festival um sucesso.  
 


fmm2014


São muitos ritmos e sons de diversas nacionalidades, Cabo Verde, Espanha, Itália, Finlândia, Argentina, Canadá, Brasil, entre tantos outros, que trazem a música do mundo.
 
O mais difícil é escolher o programa!
 

terça-feira, 21 de julho de 2015

TERCEIRA - AÇORES

Para começo de semana, fotografias da ilha da Terceira nos Açores. 
 
Muitas das paisagens desta ilha açoriana são inspiradoras, talvez tenham sido motivo para o conhecido escritor, Vitorino Nemésio escrever uma das suas obras mais conhecidas "Mau tempo no canal" e, entre outros, poesia com temas diversificados, obras de ficção e crónicas.
 
Foto: Vista da Serreta
    


Foto: Marina de Angra do Heroísmo
                   

A Tempo


A tempo entrei no tempo,
Sem tempo dele sairei:
Homem moderno,

Antigo serei.
Evito o inferno
Contra tempo, eterno
À paz que visei.
Com mais tempo  
Terei tempo:
No fim dos tempos serei
Como quem se salva a tempo.
E, entretanto, durei.
Vitorino Nemésio, in 'O Verbo e a Morte'
  

 
 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

TAVARES BELO

 
Há pouco tempo, num concerto em Lisboa, ouvi uma composição de Tavares Belo, um dos mais conhecidos compositores e maestros portugueses dos anos quarenta e cinquenta, fiquei a saber.


Nascido em 1911, em Faro, Armando Alberto Tavares Belo, músico inato, não tirou um curso de música. As suas qualidades musicais tornaram-no um músico "de ouvido", reproduzia ao piano com surpreendente facilidade as melodias que ouvia. A sua formação musical vem das aulas de piano com uma professora que viria a casar-se com o seu irmão. 
 
Autodidacta, tocou no Clube Montanha, em Lisboa e na Orquestra Portugal. Foi fundador da Orquestra Toseli com Álvaro Silva e, em 1946, vem a dirigir a Orquestra de Variedades da Emissora Nacional. No mesmo ano, criou a Orquestra Tavares *Belo.


Armando Tavares Belo

                                                                      Foto: Instituto Camões

 Tavares Belo distinguiu-se na composição de música ligeira,  música para revistas e cinema, tendo composto para artistas como Beatriz Costa, Laura Alves e Max. Foi ainda autor das bandas sonoras dos filmes "Rosa de Alfama" e "Duas Causas".
 
Para além da música ligeira,  Tavares Belo conta no seu repertório com a composição de concertos para piano e orquestra, tendo dirigido orquestra do 1º Festival RTP da Canção em 1964.
 
Um notável percurso que mereceu o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e as medalhas de “Mérito Municipal da Cidade” atribuídas pelas cidades de Lisboa  e  Faro.

 Faleceu com 82 anos em Cascais, tendo deixado um trabalho marcante e admirável.
 
Um forte aplauso para Tavares Belo.


 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

PORTA Nº 19 - ALCÁCER DO SAL

Os antigos bairros medievais e o castelo são traços característicos da histórica cidade de  Alcácer do Sal.

Anexada ao Império Romano, a denominação de Alcácer, Bevipo, é substituída por Salacia (Urb Imperatoria), em homenagem à esposa do Deus Neptuno, revela a importância do comércio marítimo no desenvolvmento da região.
Debruçada sobre o rio Sado, Alcácer do Sal teve uma grande importância na época dos Descobrimentos portugueses. O abundante pinheiro manso da região e a qualidade da madeira eram propícios para utilização na construção naval.
 
A influência islâmica, que terminou em 1217, com a  reconquistada pelas tropas portuguesas, está presente em Alcácer. Um ano depois, 1218, D. Afonso II concede-lhe Foral. 
 
Foi ainda nesta cidade que, em 1495, D. Manuel I foi aclamado rei.
 
Hoje, apesar da utilização do percurso ferroviário ter diminuído a importância do  Rio Sado, a proximidade do rio continua a ser uma excelente mais-valia turística e de grande valor cultural que tem vindo a ser cada vez mais apreciada e utilizada. Uma paisagem convidativa para deliciosos passeios de barco! 

A escassos kilómetros da cidade, encontra-se a Reserva Natural do Estuário do Sado que abrange canais, esteiros e sapais.

 
 
 
 
 

O conhecido matemático português, Pedro Nunes, nasceu em Alcácer do Sal em 1502.
 




 Leccionou as disciplinas  de Filosofia Moral, Lógica e Metafísica na Universidade de Lisboa.  Em 1529, foi nomeado cosmógrafo do reino por D. João III, tendo ainda desempenhado o cargo de cosmógrafo-mor do reino.


Tutor dos infantes D. Luís e D. Henrique (futuro rei), continuou a leccionar, tendo-se ainda dedicado à investigação. 
 
 
 
 
 Fonte:http://pedronunes.fc.ul.pt/biography.html                                             
  
 
 
O invento de Pedro Nunes, o nónio, instrumento que consiste na sobreposição de escalas no astrolábio náutico ou no quadrante, destaca-se na vasta  e inovadora obra  deste matemático que alterou a forma de navegar.

 
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 Pedro Nunes morreu a 11 de Agosto de 1578, em Coimbra onde leccionou na Universidade.
 
O Tratado da Esfera e De Crepusculis, respectivamente de 1537 e de 1542, são duas das grandes obras de Pedro Nunes.