quarta-feira, 16 de abril de 2014

RECUPERAÇÃO DA CASA DE ARISTIDES SOUSA MENDES - A CASA DO PASSAL


Um movimento de cidadania uniu-se recentemente num cordão humano para alertar para o desmoronamento da Casal do Passal, a casa de Aristides de Sousa Mendes, classificada como edifício de interesse público.
 
 
 
 
 
Diplomata português que durante a II Guerra Mundial se destacou por ter salvo mais de 30.000 pessoas da perseguição nazi, apesar de comprometer a sua vida e a da sua família.
 
Cordão humano para salvar casa de Aristides de Sousa Mendes
 
A recuperação da casa do Passal é a  melhor homenagem que pode ser feita a Aristides Sousa Mendes, pelo que no final de Maio deste ano está previsto o início das obras de recuperação da Casa do Passal em  Cabanas de Viriato, segundo Celeste Amaro, diretora regional de Cultura. A segunda fase das obras, tem como objectivo a criação de um museu.
 
 
 
 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

PORTA N.º 8 - SEIXAL

 
Cidade de pescadores, foi no Seixal que se construiu a frota marítima que levou os irmãos Vasco e Paulo da Gama até à Índia.
 
Para os desportistas o cicloturismo  é um convite agradável nesta cidade plana com uma ciclovia que liga a Amora e o Seixal. Para quem prefere actividades culturais, pode optar por uma visita ao interessante centro histórico,  destacando-se ainda as quintas senhoriais como a Quinta da Trindade, Quinta do Álamo, Quinta da Fidalga e, claro, o Ecomuseu Municipal do Seixal. 
 
Junto à zona ribeirinha pode apreciar as embarcações típicas do Tejo e a vista para Lisboa.

 
 
 
No século século XVI os vinhos do Seixal já eram elogiados: "É d’além Tejo, a vila do Seixal, onde há os melhores vinhos do reino…" - Gaspar Frutuoso (historiador, humanista e sacerdote).  
 
 

segunda-feira, 31 de março de 2014

LÍNGUA PORTUGUESA

Conhecemos a importância da língua na cultura, nas relações pessoais e nos negócios, e a língua portuguesa tem-se destacado como uma ferramenta de trabalho cada vez mais necessária.

Segundo o Observatório da Língua Portuguesa Observatório da Língua Portuguesa, o português é a língua mais falada no hemisfério sul. Conta com mais de 217 milhões de falantes em Angola, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
 


O português surge como a terceira mais falada entre as línguas europeias, sendo considerada, de acordo com  um estudo da Bloomberg, como a sexta língua do mundo mais utilizada nos negócios.


Um estudo realizado pelo Instituto British Council revela que a língua portuguesa será uma das 10 línguas estrangeiras mais importantes nos próximos 20 anos no Reino Unido.

A Internet também não é indiferente ao crescimento acentuado da língua portuguesa, considerada  como a quinta mais utilizada, segundo o site Internet World Stats, por 82,5 milhões de cibernautas.

Uma aposta a ter em conta! 
 

sexta-feira, 28 de março de 2014

PORTA N.º 7 - BELÉM


Belém, na verdade, Santa Maria de Belém em homenagem à Virgem Maria, começou por ser um lugar pouco povoado, com uma praia que oferecia segurança para os barcos atracarem no Tejo.
 
 Os poucos habitantes ofereciam serviços aos marinheiros que não se deslocavam a Lisboa e  permaneciam na zona conhecida, na altura, por Restelo. 
 
 
 Com a época dos descobrimentos portugueses,  o Restelo começa a desenvolver-se. O rei D. Manuel I ordena a construção de uma torre para proteger a zona e do Mosteiro dos Jerónimos para comemorar o feito de Vasco da Gama.
 
Ponto turístico de referência, Belém é um ponto de visita merecido.
 


 
 
A Carta de Pêro Vaz de Caminha, é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil. Documento escrito por Pêro Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, para o Rei D. Mauel I,  é considerado como o primeiro documento escrito da história do Brasil. 
 

Excerto da Carta de Pêro Vaz de Caminha

"Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo."
 
 
"CAMINHA, Pero de Vaz. Carta a el rey D. Manuel. Edição ilustrada e transcrita para o português contemporâneo e comentada por Maria Angela Vilela. SP: Ediouro, 1999.paulo angeel
 
Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_de_Pero_Vaz_de_Caminha
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

DIA MUNDIAL DA POESIA

A profundidade da poesia, o enriquecimento  e o distanciamento do comum que nos leva para próximo de nós próprios. Tudo isto é poesia.


Muitas, são muitas as poesias que podia ter escolhido. 


"Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver,
Não se chega a parte alguma sem ela."
Fernando Pessoa

Tree Pictures, Colorful Blue Bells Image in Beech Tree Forest




" Escrevo o que vejo, mas também
vejo o que escrevo. E no teu rosto,
o que vejo são as palavras que
nascem dos teus olhos, quando
os abres, e toda a luz do mundo
desce do teu rosto, dizendo
que é manhã. Por isso as escrevo,
para que a manhã possa nascer
deste poema, através das palavras
que o teu rosto me ensina."

Nuno Júdice

segunda-feira, 3 de março de 2014

PORTA Nº 6 - ÉVORA

"Mui nobre e sempre leal cidade de Évora",
reza o brazão e a bandeira da cidade. 
 
  
Desde a Antiguidade, Évora, ponto de encontro milenar de rotas comerciais, destaca-se pela importância política e social.  
 
Do património romano do Templo de Diana, da ocupação muçulmana, Évora assume desde a Idade Média  uma posição de destaque no território português. 
 
A Sé Catedral constitui o primeiro monumento de referência gótica em Portugal, tendo a Universidade sido instituída em 1556. 
 
A riqueza patrimonial de Évora atesta a classificação de Centro Histórico como Património da Humanidade desde 1986.
 
Uma porta eborense que combina com a simplicidade do Alentejo.
 
 
Évora



 
"Ao amigo vindo da luminosa
Itália, a minha cidade, como eu



Soturno e triste…
Évora! Ruas ermas sob os céus
Cor de violetas roxas… Ruas frades
Pedindo em triste penitência a Deus
Que nos perdoe as míseras vaidades!
Tenho corrido em vão tantas cidades!
E só aqui recordo os beijos teus,
E só aqui eu sinto que são meus
 
Os sonhos que sonhei noutras idades."
 
FLORBELA ESPANCA 

e....


A beleza de Évora descrita por Virgílio Ferreira:



"Évora é uma cidade branca como uma ermida. Convergem para ela os
 
caminhos da planície como o rasto da esperança dos homens. E como a uma
 
ermida, o que a habita é o silêncio dos séculos, do descampado em redor.
 
Conheço, dos seus espectros, a vertigem das eras, a noite medieva mora ainda
 
 nas ruas que se escondem pelos cantos, nas pedras cor do tempo ouço um
 
atropelo de vozes seculares. Vozes de populaça, gritos de condenados, eco de
 
 reis, senhores, estrépito de guerras, ódios e sonhos, sob a imobilidade dos
 
mesmos astros. Como um cofre do tempo, a cidade ignora a exactidão do
 
presente, conhece apenas o alarme da memória. As casas novas têm todas a
 
mesma idade de séculos. E quando se sai da cidade, a planície prolonga, até a
 
um limite irreal, esta voz de infinitude."



“Carta ao futuro” In Vértice, Revista de Cultura e Arte, nº. 180, Setembro de 1958, p. 457.
 
 
As duas citações foram retiradas do sítio:   
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

NO GUINCHO COM ESPUMA

 
Um passeio com tempo frio e a forte ondulação marítima, descobre-se

 
uma praia com espuma que parece uma paisagem lunar. Um efeito invulgar que tem atraído muita gente.