segunda-feira, 5 de maio de 2014

PORTA N.º 9 - ARRONCHES


Pequena vila alenteja situada no concelho de Portalegre, Arronches foi conquistada por D. Afonso Henriques. Perdida, foi reconquistada, no século XIII, por D. Sancho II.
 
A Igreja Matriz, construção do século XVI, constitui um monumento nacional que nos oferece diversas formas de arte: dos elementos góticos, passando pelo Renascimento, bem como o "Manuelino", visível nos pórticos laterais.
 
Para além de acolhedora e com boa gastronomia, Arronches conta com o Museu de (a) Brincar. Foi uma surpresa muito agradável descobrir este interessante Museu com diversas exposições temáticas e um Centro Lúdico.
 
 



Arronches é ainda evocada na epopeia "Lusíadas" de Luis de Camões:

Canto III - estrofe LV

"Passado já algum tempo que passada
Era esta grão vitória, o Rei subido
A tomar vai Leiria, que tomada
Fora, mui pouco havia, do vencido.
Com esta a forte Arronches sojugada
Foi juntamente; e o sempre ennobrecido
Scabelicastro, cujo campo ameno
Tu, claro Tejo, regas tão sereno."

Canto VIII - estrofe XIX

"Um Sacerdote vê, brandindo a espada
Contra Arronches, que toma, por vingança
De Leiria, que de antes foi tomada
Por quem por Mafamede enresta a lança:
É Teotónio Prior. Mas vê cercada
Santarém, e verás a segurança
Da figura nos muros que, primeira
Subindo, ergueu das Quinas a bandeira."


domingo, 27 de abril de 2014

MULHERES NA REVOLUÇÃO - A MULHER ALENTEJANA NA REVOLUÇÃO DE ABRIL- EM BORBA

As mulheres tiveram sempre um papel preponderante, lutaram, apoiaram causas, trabalhavam dentro e fora de casa, acumularam o papel de mulheres e mães.  Na revolução de Abril as mulheres mantiveram esse estatuto de maioridade, ainda que o destaque fosse masculino, elas foram participantes activas.


 
 
" A mulher alentejana na revolução de Abril" é uma exposição fotográfica patente no Celeiro da Cultura em Borba. Uma homenagem à mulher alentejana que contribuiu para a mudança do país, para a revolução de Abril.   
 







Nas reuniões, nos sindicatos

 
                   No trabalho dos campos


 


quarta-feira, 16 de abril de 2014

RECUPERAÇÃO DA CASA DE ARISTIDES SOUSA MENDES - A CASA DO PASSAL


Um movimento de cidadania uniu-se recentemente num cordão humano para alertar para o desmoronamento da Casal do Passal, a casa de Aristides de Sousa Mendes, classificada como edifício de interesse público.
 
 
 
 
 
Diplomata português que durante a II Guerra Mundial se destacou por ter salvo mais de 30.000 pessoas da perseguição nazi, apesar de comprometer a sua vida e a da sua família.
 
Cordão humano para salvar casa de Aristides de Sousa Mendes
 
A recuperação da casa do Passal é a  melhor homenagem que pode ser feita a Aristides Sousa Mendes, pelo que no final de Maio deste ano está previsto o início das obras de recuperação da Casa do Passal em  Cabanas de Viriato, segundo Celeste Amaro, diretora regional de Cultura. A segunda fase das obras, tem como objectivo a criação de um museu.
 
 
 
 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

PORTA N.º 8 - SEIXAL

 
Cidade de pescadores, foi no Seixal que se construiu a frota marítima que levou os irmãos Vasco e Paulo da Gama até à Índia.
 
Para os desportistas o cicloturismo  é um convite agradável nesta cidade plana com uma ciclovia que liga a Amora e o Seixal. Para quem prefere actividades culturais, pode optar por uma visita ao interessante centro histórico,  destacando-se ainda as quintas senhoriais como a Quinta da Trindade, Quinta do Álamo, Quinta da Fidalga e, claro, o Ecomuseu Municipal do Seixal. 
 
Junto à zona ribeirinha pode apreciar as embarcações típicas do Tejo e a vista para Lisboa.

 
 
 
No século século XVI os vinhos do Seixal já eram elogiados: "É d’além Tejo, a vila do Seixal, onde há os melhores vinhos do reino…" - Gaspar Frutuoso (historiador, humanista e sacerdote).  
 
 

segunda-feira, 31 de março de 2014

LÍNGUA PORTUGUESA

Conhecemos a importância da língua na cultura, nas relações pessoais e nos negócios, e a língua portuguesa tem-se destacado como uma ferramenta de trabalho cada vez mais necessária.

Segundo o Observatório da Língua Portuguesa Observatório da Língua Portuguesa, o português é a língua mais falada no hemisfério sul. Conta com mais de 217 milhões de falantes em Angola, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
 


O português surge como a terceira mais falada entre as línguas europeias, sendo considerada, de acordo com  um estudo da Bloomberg, como a sexta língua do mundo mais utilizada nos negócios.


Um estudo realizado pelo Instituto British Council revela que a língua portuguesa será uma das 10 línguas estrangeiras mais importantes nos próximos 20 anos no Reino Unido.

A Internet também não é indiferente ao crescimento acentuado da língua portuguesa, considerada  como a quinta mais utilizada, segundo o site Internet World Stats, por 82,5 milhões de cibernautas.

Uma aposta a ter em conta! 
 

sexta-feira, 28 de março de 2014

PORTA N.º 7 - BELÉM


Belém, na verdade, Santa Maria de Belém em homenagem à Virgem Maria, começou por ser um lugar pouco povoado, com uma praia que oferecia segurança para os barcos atracarem no Tejo.
 
 Os poucos habitantes ofereciam serviços aos marinheiros que não se deslocavam a Lisboa e  permaneciam na zona conhecida, na altura, por Restelo. 
 
 
 Com a época dos descobrimentos portugueses,  o Restelo começa a desenvolver-se. O rei D. Manuel I ordena a construção de uma torre para proteger a zona e do Mosteiro dos Jerónimos para comemorar o feito de Vasco da Gama.
 
Ponto turístico de referência, Belém é um ponto de visita merecido.
 


 
 
A Carta de Pêro Vaz de Caminha, é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil. Documento escrito por Pêro Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, para o Rei D. Mauel I,  é considerado como o primeiro documento escrito da história do Brasil. 
 

Excerto da Carta de Pêro Vaz de Caminha

"Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo."
 
 
"CAMINHA, Pero de Vaz. Carta a el rey D. Manuel. Edição ilustrada e transcrita para o português contemporâneo e comentada por Maria Angela Vilela. SP: Ediouro, 1999.paulo angeel
 
Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_de_Pero_Vaz_de_Caminha
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

DIA MUNDIAL DA POESIA

A profundidade da poesia, o enriquecimento  e o distanciamento do comum que nos leva para próximo de nós próprios. Tudo isto é poesia.


Muitas, são muitas as poesias que podia ter escolhido. 


"Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver,
Não se chega a parte alguma sem ela."
Fernando Pessoa

Tree Pictures, Colorful Blue Bells Image in Beech Tree Forest




" Escrevo o que vejo, mas também
vejo o que escrevo. E no teu rosto,
o que vejo são as palavras que
nascem dos teus olhos, quando
os abres, e toda a luz do mundo
desce do teu rosto, dizendo
que é manhã. Por isso as escrevo,
para que a manhã possa nascer
deste poema, através das palavras
que o teu rosto me ensina."

Nuno Júdice