quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ALFARROBA


Incluida na "Dieta Mediterrânica" a alfarroba  é um dos frutos tradicionais de sequeiro algarvio. Muito apreciada, utilizada na confecção de aguardantes e xaropes, constitui um dos ingredientes principais da doçaria do Algarve.  
 
 



Uma visita ao Algarve, em especial à zona de Tavira, é um encontro com a doçaria feita com alfarroba. Que tal uma mousse de alfarroba? Se não experimentou, tem aqui uma receita.

 




                                            
                                             MOUSSE DE ALFARROBA

Ingredientes
  • 100 gr de açúcar amarelo
  • 1 colher sopa de bebida de aveia ou leite
  • 2 colheres sopa de azeite (cheias)
  • 2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
  • 4 ovos
Preparação

1. Bate-se o açúcar com o azeite e um pouco de bebida de aveia ou leite, juntam-se as gemas, deixando bater um pouco.
2. Junta-se a farinha de alfarroba e, por fim, envolvem-se as claras em castelo.
3. Vai ao frigorífico.
 
 

Bom apetite!
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

PORTA Nº 12 - BORBA

Borba inicia um período de desenvolvimento após a concessão da Carta de Foral de D. Dinis em 1302 e a construção do castelo que pretendia defender os ataques castelhanos.
 
Conhecida por "vila branca", embora já tenha sido elevada a cidade, apreciada pelo vinho, queijos e gastronomia, Borba revela um elegante e rico património arquitectónico. Entre outros, destacam-se o Palácio Silveira Fernandes, Igreja S. Bartolomeu, o Solar dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo.

 
A paisagem é propícia a caminhadas e passeios pela Serra d' Ossa, mas também há lugar para os antiquários e artesanato que marcam presença nas principais ruas de Borba.  
 
 
 
 
 
Típico e indispensável na gastronomia alentejana, com um sabor que se distingue dos outros, veja se adivinha a solução:
 
 
"Qual é coisa
Qual é ela
Que quanto mais quente está
Mais fresco é?"
 
 
 
 
 
 
R: oãp o 
 

domingo, 13 de julho de 2014

CARLOS DO CARMO



O incontornável fadista, Carlos do Carmo, irá receber um Grammy pela sua obra. O prémio concedido, por unanimidade, pelo Conselho Directivo da Academia Latina (Latin Academy of Recording Arts and Sciences), que  ".... o distingue como das mais incónicas vozes da música portuguesa", salientou ainda o preponderante contributo de Carlos do Carmo no êxito à candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade.
 
 
A entrega do prémio a Carlos do Carmo irá decorrer no MGM de Las Vegas, nos Estados Unidos, no dia 19 de Novembro, mês em que está prevista a estreia  de um documentário sobre a sua vida.

 
 

São muitos os fados que marcam a carreira do fadista mas, "Lisboa menina e moça", é um dos seus mais fados mais emblemáticos e que, muitas vezes, sem darmos conta, estamos a cantarolar.

https://www.youtube.com/watch?v=mDSvNe5VNmk

e, já agora .....

quarta-feira, 2 de julho de 2014

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

A  trasladação do corpo Sophia de Mello Breyner para o Panteão Nacional
realiza-se hoje, dez anos após a sua morte, uma homenagem à escritora e poetisa de notáveis qualidades cívicas e humanas.
 
 
Condecorada três vezes pela República Portuguesa, recebeu diversos prémios nacionais e internacionais. Dedicou-se ainda à literatura infantil e juvenil, destacando-se, nomeadamente, “A menina do mar”,  “A Fada Oriana”, "A noite de Natal", “O Cavaleiro da Dinamarca”. Obras que me fazem lembrar as aulas de português, quando depois da professora terminar a leitura ficava a magia e o encantamento.  
 
 
                                             A FORMA JUSTA
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto

Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
 
Em 1977, com a obra "O nome das coisas”, Sophia Breyner foi agraciada com o Prémio Teixeira de Pascoaes.
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

MUSEU MINEIRO DO LOUSAL

No concelho de Grândola, o  Museu Mineiro do Lousal  inserido na Rede Nacional de Centros Ciência Viva, faz-nos recuar à época em que mina do Lousal apresentava uma forte actividade industrial mineira.
 
 

 
 
Convertida num espaço interactivo de divulgação científica, com carácter pedagógico, o museu alberga um importante espólio documental, equipamentos e objectos que nos levam ao mundo dos minérios e da actividade mineira.
 
  
Ver detalhes
 
 
A mina do Lousal, que  explorou, principalmente, pirite entre 1900 e 1988 para a extração do enxofre com destino ao fabrico dos adubos, reflecte, ainda, uma homenagem ao árduo trabalho dos mineiros.
 
Venha descobrir o interessante e vasto mundo dos minérios!
 
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

PORTA Nº 11 - MELIDES

Pitoresca, simpática e ordenada, Melides conquista pela simplicidade e limpeza das ruas.
Perto da reserva natural das lagoas de S. André e Sancha, a Lagoa e praia de Melides são um cartão de visita.
 
Para os apreciadores de campismo, o Parque de Campismo de Melides, um dos maiores do país, em frente à Lagoa, é mais um motivo para um passeio ou para umas férias.
 

Na sua obra Peregrinação, Fernão Mendes Pinto refere-se a Melides. Conta Mendes Pinto que uma noite em a nau em que seguia para Setúbal tinha sido atacado por corsários foi largado nesta povoação.

 
 
 
  
Retrato do saber e da experiência popular as quadras de décimas são um género de poesia característico da região.
 
Por não ter encontrado décimas sobre Melides deixo estas Décimas de Joaquim Manuel Bento (Amendoeira da Serra). 

 
VIVA AMENDOEIRA DA SERRA
JÁ PARECE UMA CIDADE
RUAS TUDO ALCATROADO
JÁTEMOS ELECTRICIDADE

Era uma escuridão
O que faz os administradores
Podemos dar os louvores
A quem olhou à povoação
Foi o administrador Serrão
Que se encontra debaixo da terra
Esta palavra tudo encerra
Foi pelo concelho
Hoje parece um espelho
Viva amendoeira da Serra
 
Temos telefone e correio
E centro cultural
Já encontramos menos mal
Já se encontra algum recreio
Foi tarde mas já veio
Serrão teve cedo a infelicidade
Homem cheio de vontade
Sem excepção de criatura
Amendoeira já faz figura
Já parece uma cidade
 
Há transporte para o passageiro
Levou os alunos ao Liceu
Antes, não aconteceu
Só olhavam o dinheiro
Administrador foi o primeiro
Para todos foi um achado

A outro com o lugar ocupado
Da mesma opinião veio
Pode-se ver o asseio
Ruas tudo alcatroado
 
Foi a luz inaugurada
A vinte e oito de Outubro de oitente e três
A boa vontade tudo fez
Temos a causa preparada
Dentro de pouco não falta nada
É para a eternidade
Para os velhos e mocidade
Fica escrito na História
Fica-nos bem em memória
Já temos electricidade

in http://www.joraga.net/mertola/pags/40poesias.htm#decimas

quinta-feira, 12 de junho de 2014

MEL MONTESINO

 
MEL!  Delicioso e saudável!
 
Uma amiga, que sabe que adoro mel, ofereceu-me este frasco de mel de
Trás-os-Montes, Bragança.
 
Uma sugestão: ao pequeno-almoço, uma laranja com mel! Um néctar!