quinta-feira, 24 de setembro de 2015

RENDA DE BILROS

Não se sabe bem quando surgiu a delicada renda de bilros, mas é certo que no século XVII os bilros fazem parte das almofadas cilíndricas das mulheres de Peniche. A conhecida pintora Josefa de Óbidos pintou em diversos dos seus quadros as rendas de bilros, tendo ainda este artesanato marcado presença na Exposição Universal de Paris.
 
             Bilros
 

Feita em diversos pontos do país, destacam-se as rendilheiras de Peniche devido à mestria e esmero que lhe  imprimiram uma perfeição incomparável. 

 
 

Rendas de bilros
Foto: CM Vila do Conde
 
 

Atualmente, a Escola Secundária José Régio em Vila do Conde integra uma disciplina relacionada com a aprendizagem das tradicionais Rendas de Bilros de Vila do Conde no ensino vocacional.  Segundo o diretor, "qualquer escola tem a obrigação de preservar aquilo que faz parte da história da localidade onde está inserida".
 
 leque renda de bilros 3
Foto: Terra Lusa
 
Em Vila do Conde,  o “Museu das Rendas de Bilros”  permite-nos conhecer a história, a técnica de trabalho e os instrumentos utilizados na renda de bilros. As rendilheiras que habilmente preservam esta arte exemplificam aos visitantes a técnica da renda de bilros.   
Foto: http://rendadebirras.blogspot.pt/2009/01/as-minhas-rendas-de-bilros.html
 
 
Foto: Ver Portugal
 
 
 
Uma arte tradicional que merece ser preservada pela sua singularidade e beleza. Uma forma de artesanato que pode ser utilizada em brincos, colares, panos, peças de vestuário ... haja imaginação!
 
 
 
 

 
 


Uma sugestão para as noivas
 
 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

CALÇADA PORTUGUESA

 
Tipicamente portuguesa, conhecida por calçada portuguesa ou mosaico português, esta forma de calcetar é feita com pedras de formato irregular.  
 
Utilizada  na pavimentação de passeios, de espaços públicos e espaços privados, é utilizado o calcário, geralmente em  branco e negro, recorrendo a  padrões artísticos muito diversificados.
  
 
Foto: Margarida Rebelo
 
Para além do calcário é também utilizado o basalto, em especial nas ilhas onde abunda esta rocha que, pela sua dureza, dificulta a realização de padrões e motivos estéticos.

Com D. Manuel I é iniciado o calcetamento das ruas de Lisboa. Foi criado, em especial, para acolher a numerosa comitiva, adornada com as riquezas do Oriente, que participava nos festejos do aniversário do rei a 21 de janeiro. Em pleno Inverno, com as ruas sujas, o calcetamento das ruas foi a solução encontrada para evitar que a comitiva ficasse enlameada. Como era a única vez que o rei se apresentava à população nasce a conhecida expressão: "Quando o rei faz anos ...".  
 
Na Praça do Rossio encontramos a primeira grande obra de calçada portuguesa, inspirada no IV  Canto de "Os Lusíadas",  que veio trazer beleza e luz à  cidade lisboeta. Pouco a pouco, o resto do país adaptou este revestimento pedonal que permite criar verdadeiras obras de arte numa aliança entre a funcionalidade e a estética.
 


                            Foto: Agenda Cultural de Lisboa


A calçada portuguesa alargou-se para os países lusófonos, e no  Brasil encontra grande aceitação. O memorável calçadão da Praia de Copacabana é uma das referências mais emblemáticas.
 
                                           Foto: TimeOut Brasil
 
 
 
 
                        Foto: Jornal "O Público"
 
 
Traço característico do património cultural português, a calçada portuguesa apresenta dificuldades de manutenção. Coloca-se a questão da segurança, faltam calceteiros profissionais, mas como qualquer outro pavimento, se  houver uma contínua e cuidada manutenção,  será que se compromete a segurança? 
 
A beleza e o trabalho artístico dos motivos e padrões tornam a calçada portuguesa  uma arte única.
 
Vamos dar um passeio na nossa calçada?
 
 
 
 
 
 
 
Foto: Câmara Municipal de Cascais
 
 
 
 
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O SOPRO DE TRANQUILIDADE DO POEMA

 
Uma pausa para um poema é um sopro de tranquilidade. Uma pausa ajuda a desvanecer a tensão e o turbilhão de ideias que nos assolam, tantas vezes, a uma velocidade frenética.
 
 Pausa .... para um sopro de tranquilidade com um poema de uma grande poetiza, açoriana, nascida a 13 de setembro de 1923 na Fajã de Baixo (Ponta Delgada - S. Miguel) ... Natália Correia.
 
Abre a janela e descobre o poema ....

 
Foto: Margarida Rebelo
 
 
O Poema
 
"O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.

É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.

Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.

E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece."
______
Natália Correia, in "Poemas (1955)"
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

UM PASSEIO PELO GINJAL E VISITA AO MUSEU NAVAL DE ALMADA

 
Junto a Cacilhas, um passeio pelo Ginjal, oferece-nos uma visão apelativa da cidade de Lisboa.
 
 
 
 
O elevador está avariado, o que é uma pena, pois facilita um rápido acesso à zona ribeirinha.
 
Será que está para breve o arranjo do elevador? Seria uma boa notícia!
 

 
  
 
O passeio começou em Cacilhas, onde o cheiro do peixe grelhado e o atraente aspeto do marisco fazem crescer água na boca.
 
 
 
 
 
Os edifícios e armazéns, parte deles abandonados, longe do tempo de prosperidade da construção naval, não retiram o charme do Ginjal.  
 





 
 
 

No final do passeio, uma visita ao Museu Naval de Almada, inaugurado em 1991, encontra-se instalado na extinta Companhia Portuguesa de Pescas, em  Olho-de-Boi. 
 



 
 
A história da Construção Naval no Concelho de Almada pode ser vista neste Museu que apresenta uma parte do espólio doada pela Companhia Portuguesa de Pescas, detentora de uma enorme atividade na área das pescas de arrasto em alto mar.
 

 
 
 

Na exposição temporária do Museu, no edifício do outro lado da rua, as peças de modelismo de antigas embarcações náuticas evidenciam o pormenor, a beleza e o empenho dos autores. 






 
 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

BIBLIOTECA NA PRAIA


Se gosta de ler na praia e  não trouxe um livro ou uma revista, não tem problema, há bibliotecas na praia.
 
Para crianças ou para adultos, os apreciadores de praia podem desfrutar de um momento de leitura na toalha de praia. Para além de livros, estão disponíveis revistas e jornais diários permitindo manter e promover a leitura durante as férias. 

Esta iniciativa que começou na década de 90, tem em Grândola uma das mais antigas Bibliotecas de praia do país. Os veraneantes das praias de Melides e do Carvalhal podem encontrar bibliotecas, com muitas opções de leitura, com consulta no local e empréstimo na praia. Basta um documento de identificação para requisitar um livro ou outra publicação.  
 
Foto: © cm-cascais.PT

No norte do país,  o município de Esposende continua o projeto "Bibliotecas de praia". As praias da Apúlia, Ofir, Cepães (Marinhas) e Suave Mar (Esposende) também aderiram ao projeto que se tem vindo a alargar a outras praias do país.

Biblioteca praia 1 750 2500
Foto: Câmara Municipal de Sesimbra

 Boa notícia: este fim de semana as temperaturas vão estar convidativas para um mergulho na praia e para a leitura!  Lá vou eu!

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

FESTAS DO MAR - CASCAIS

A Baía de Cascais vai acolher, a partir de hoje e até ao dia 30 de Agosto, a partir das 20h30, as Festas do Mar.
 
Música  e animação vão invadir a emblemática  Baía que também terá espaço para a tradição com a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes no dia 30, último dia das Festas, às 15h00.

 PROGRAMA DAS FESTAS
 
21 | Clã | Lenga Lenga
22 | Pedro Abrunhosa | Happy Mess
23 | Trovante | Pedro Lucas
24 | Pólo Norte | Chapa Dux
25 | Ana Moura | Mimicat
26 | Paulo Gonzo | Ricardo Carriço
27 | Resistência | Stone Wolf Band
28 | HMB & Convidados | State Sound Band
29 | The Gift | Joana Espadinha
30 | Sinfónica de Cascais (toca Hollywood) | As Canções da Maria
Fogo de artifício dia 30 após o concerto da Sinfónica de Cascais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CRISTO REI - ALMADA


 Dizemos que o que está mais perto é normalmente o que não visitamos ou não conhecemos. Já tinha feito uma tentativa de visita, mas as condições climatéricas não permitiram.

 Desta vez, as condições estavam todas reunidas e a visita ao Cristo Rei aconteceu num esplêndido dia de sol temperado com um vento ligeiro.
 












A construção do Monumento do Cristo Rei foi inspirada na grandiosa imagem do Cristo Redentor do Corcovado numa visita ao Rio de Janeiro por D. Manuel Cerejeira, na altura Cardeal Patriarca de Lisboa, em 1934.













O  Mestre Francisco Franco é o autor da imagem do monumento de Cristo Rei inaugurado em 17 de Maio de 1959.

Algumas das vistas que podemos ver do Cristo Rei, um local privilegiado para olhar para as duas margens do rio.   














                                             
 
                                                                            Vista para a Ponte sobre o Tejo
                                                                                                                     Foto: Margarida Rebelo

 
 
  Vista para a Lisnave e Alfeite
Foto: Margarida Rebelo
 
Vista para Belém
Foto: Margarida Rebelo
 

Vista para o Terreiro do Paço
Foto: Margarida Rebelo