sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FEIRA INTERNACIONAL DE MINERAIS, GEMAS E FÓSSEIS - Lisboa



O Museu Nacional de História Natural e da Ciência, acolhe a 28ª Edição da  Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis de 5 a 8 de Dezembro. O tema deste ano é  A cor nos Minerais.
Foto: Agenda Cultural de Lisboa



























Foto: home.uevora.pt





 Como  apreciadora da beleza geológica não posso deixar de ir a esta feira anual. É extraordinário a diversidade e generosidade do nosso planeta  de que os minerais, gemas e fósseis são exemplos. Uma Feira que nos faz perceber um pouco mais sobre a Geologia, a ciência que estuda, entre outras, a composição, a estrutura da Terra. Uma ciência que permitiu calcular a idade do nosso planeta: cerca de 4,6 bilhões de anos. 



 
                                                    Foto: Mineralia Portugal


Nos expositores encontramos minerais que encantam pelas suas  múltiplas formas e cores. A Feira que se realiza numa zona de Lisboa tão agradável, perto do Príncipe Real, conta ainda com conferências e actividades pedagógicas e lúdicas.



 
 
 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

VILA MADEIRO - PENAMACOR

A tradição ainda é o que era, e Penamacor mantém o  Madeiro, uma forte e conhecida tradição que a torna também conhecida como  Penamacor Vila-Madeiro. 
 
 
                              Foto: Câmara Municipal de Penamacor

 
Os Madeiros, grandes fogueiras que se acendem no adro da Igreja ou no centro ou praça principal da aldeia ou vila, são também conhecidos por fogueiras do Galo ou fogueiras de Natal, começam com a recolha de troncos, galhos, madeira, perto da altura de Natal.
 
O Madeiro é uma ligação à memória dos tempos  que aquece e une quem partilha esta tradição, uma festa que atravessa gerações. 
 

Capeia Arraina
Fonte: Jornal Beira.pt
 
  
A festa do Madeiro começa em Penamacor no dia 8 de Dezembro. Com entusiasmo, a população acolhe o cortejo de tractores e reboques que  com rapazes e raparigas, antes eram apenas  rapazes, em  cima dos troncos, cantam acompanhados à concertina.  
 
Ateado ao final da noite do dia 24 de Dezembro, excepto em Penamacor, que arde de 23 para 24, o Madeiro mantém-se aceso durante vários dias. Depois da ceia de Natal, num momento de partilha e alegria a população reúne-se à volta da fogueira.
 

                                                          Foto: Câmara Municipal de Penamacor
 
 A Vila-Madeiro tem ainda Tasquinhas, o Mercado de Natal, animação, artesanato em ruas iluminadas que dão um brilho especial a esta festa de Penamacor. 
 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A PALAVRA DOS POETAS - TEATRO DA COMUNA


Um destes dias uma amiga perguntou-me se queria ir ao Teatro da Comuna assistir a uma sessão de "A palavra dos poetas"

- Às 5ª feiras, às 19 horas, durante um mês, o Teatro da Comuna organiza uma sessão de poesia dedicada a um poeta. Este é o mês da Natália Correia - explicou a minha amiga que já assistiu a diversas sessões.  

- Deve ser giro! Faz falta ouvir poesia! Acho que a poesia é aquela arte que consegue  juntar a profundeza das emoções - respondi  muito interessada - Fica combinado para a próxima 5ª feira!  



A Palavra dos Poetas


 Na quinta-feira combinada, ouvimos a poesia de Natália Correia, escritora, deputada, opositora do regime, mas também um pouco sobre o seu percurso de vida, a sua ligação aos Açores, à mãe, o seu carácter rebelde e autêntico.
 
 
Um episódio que ocorreu na Assembleia da República durante o debate sobre a legalização do aborto, no dia 3 de abril de 1982, em que Natália Correia respondeu ao deputado da bancada parlamentar do CDS, João Morgado, com este poema:   
 
"O acto sexual é para ter filhos - diz ele"
 
 
Já que o coito — diz Morgado —
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou — parca ração! —
uma vez. E se a função
faz o órgão — diz o ditado —
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.


A sessão contou o conhecido Carlos Paulo, Maria Jorge, Rogério Vale e Gonçalo Botelho. Os acordes musicais preencheram a sala, tendo a direção musical ficado a cargo de Hugo Franco.

Agradeço à minha amiga  Ana a sugestão!
 
 
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS - TEC- 50 ANOS DE ACTIVIDADE

 
Macbeth”, de William Shakespeare foi a peça escolhida pelo Teatro Experimental de Cascais - TEC -  para assinalar cinquenta anos de actividade.
 
O TEC tem merecido entusiásticos elogios e projetado actores e actrizes de qualidade, não poderia deixar de comemorar uma data tão significativa. Já vi várias peças desta companhia que se destaca pelo nível de excelência e de  empenho. 
 
 
Foto: Câmara Municipal de Cascais
 
 
Uma das mais trágicas dramaturgias do escritor inglês, Macbeth representa a ascensão e queda do casal Macbeth que, para subir ao trono, engendra o assassinato do rei da Escócia. Um retrato das consequências da ganância política, da procura do poder apenas para benefício pessoal. 
 
Uma curiosidade, no universo teatral anglófono é considerado como a peça "amaldiçoada", e nem o nome da peça é pronunciado em voz alta, sendo o seu nome referido como "The Scottish play" ("A peça escocesa").
 
 Foto: Câmara Municipal de Cascais

A encenação da peça contou com Carlos Avilez, partindo da adaptação de Miguel Graça. No palco estarão presentes Teresa Corte-Real, Luiz Rizo e Sérgio Silva. Conta ainda com Marco d’Almeida e Flávia Gusmão nos papéis principais, antigos alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais. 
 
 
 
Foto: Câmara Municipal de Cascais
 

Em cena, de 13 de novembro a 27 de dezembro no Teatro Municipal Mirita Casimiro, no Monte Estoril, com sessões de quarta a sábado, às 21h00 e domingo às 16h00.
 
 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

DIÁSPORA - FESTIVAL LITERÁRIO DE BELMONTE - 2ª edição



Belmonte, vila encantadora, terra de Pedro Álvares Cabral, irá receber Diáspora - Festival Literário, 2ª edição, entre os dias 20 e 22 de Novembro de 2015.


Entre as presenças confirmadas para participar neste Festival conta-se, entre outras, com Mário Cláudio, Pedro Mexia, Jaime Nogueira Pinto, Gabriela Canavilhas, Afonso Cruz.


11220457_503218699838917_6842614838422584406_n
 
Fonte: Câmara Municipal de Belmonte

  

 O tema central do Festival é a relação entre esta vila, o Brasil e o judaísmo.   Estão previstas diversas conferências, exposições, mesas de debate num cruzamento entre autores de diferentes nacionalidades e gerações.  
 
 
 
None
 
Estátua de Pedro Álvares Cabral
Foto: Aldeias Históricas de Portugal
                           Castelo de Belmonte                                      
Foto: "Capeia arraiana"
 
 
           
Uma oportunidade para conhecer ou voltar a visitar Belmonte numa perspectiva literária.  



Museu Judaico
Foto: Câmara Municipal de Belmonte


 
               Uma iniciativa que, com elevada qualidade, promove a cultura no interior, aproxima autores e o público num ambiente propício ao diálogo.


 Marque na sua agenda! 





quinta-feira, 12 de novembro de 2015

PORTA Nº 22 - ERICEIRA

 
A origem do nome Ericeira parece ser "terra de ouriços" devido à abundância dos ouriços do mar nas praias. No entanto, recentes pesquisas apontam, não para um ouriço do mar, mas para um ouriço-cacheiro a fonte de inspiração para o topónimo.
 
Situada perto de Sintra, pitoresca, banhada pelo mar, a Ericeira é uma vila turística  que apela a um agradável passeio, apetecível para uma refeição, com ou sem vista para o mar, com peixe e marisco frescos, abundantes na região. Já estou com vontade de voltar e estive lá há menos de quinze dias! 
 
 
Na primeira Carta de Foral de 1229, foi instituído o concelho da Ericeira que já contemplava a  proteção jurídica e imposição de deveres aos pescadores.
 

De conhecido porto de pesca, em que se pescavam diversas espécies de peixe, a Ericeira passou a ser um polo turístico e comercial de destacada importância, tendo o surf um papel especialmente dinamizador.   
 
 




Da  história da Ericeira faz parte o embarque para o exílio, no dia 5 de outubro de 1910, da família real devido fim da monarquia nacional. Foi no porto da Ericeira que D. Manuel II, a sua mãe, a rainha D. Amélia e a sua avó, a Rainha D. Maria Pia, embarcaram no iate D. Amélia.





A fuga da família real foi relatada por Júlio Ivo, presidente da Câmara Municipal de Mafra que em 1928 terá investigado junto da população este marcante acontecimento:

 
“ (...) os automóveis pararam e apeou-se a Família Real, seguindo da rua do Norte para a rua de Baixo, pela estreita travessa que liga as duas ruas, em frente quase da travessa da Estrela (...) Ao entrar na rua de Baixo, a Família Real ía na seguinte ordem: na frente El-Rei D. Manuel; a seguir, D. Maria Pia, depois, D. Amélia (...) El-Rei, e quem o acompanhava, subiram para a barca, valendo-se de caixotes e cestos de peixe (...) O sinaleiro fez sinal com o chapéu, e a primeira barca, Bomfim, levando a bandeira azul e branca na popa, entrou na água e seguiu a remos, conduzindo El-Rei (...).
 
A afluência nas Ribas era imensa. Tudo silencioso, mas de muitos olhos corriam lágrimas (...)
 
El-Rei ia muito pálido, D Amélia com ânimo, D. Maria Pia, acabrunhada (...) Ainda as barcas não tinham atracado ao iate quando apareceu na vila, vindo do lado de Sintra, um automóvel com revolucionários civis, armados de carabinas e munidos de bombas, que disseram para atirar para a praia se tivessem chegado a tempo do embarque (...) ".
 
Fonte: JFE - Junta de Freguesia da Ericeira
 
 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

" A ADORAÇÃO DOS MAGOS" - MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA


Uma  recolha de fundos original para a compra de um quadro foi lançada pelo Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. E de que quadro falamos? "A adoração dos magos" de Domingos António Sequeira.
 




                                                                             Fonte: ©D.R.


O objetivo é angariar 600 mil euros para comprar o quadro ao proprietário. Para que se torne possível, qualquer pessoa pode contribuir, até 30 de abril,  para a aquisição do quadro.

Portugal inicia, com esta campanha, uma prática habitual noutros países como a França, Reino Unido e Estados Unidos da América.

De acordo com o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, “A ideia de lançar esta campanha já era antiga, e agora, que surgiu a oportunidade de adquirir o quadro, resolvemos avançar para mobilizar o público no sentido de adquirir um bem comum: a arte e o património, que ficam guardados para as novas gerações. Se todos os portugueses contribuíssem com apenas seis cêntimos já seria possível”.
 
 
Seis cêntimos! Sim, é o valor com que cada português pode contribuir para que o quadro de um grande pintor, figura incontornável da pintura portuguesa, possa ser comprado.