terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

LIVRARIA-BAR - "MENINA E MOÇA" - Lisboa

Numa conhecida e cosmopolita rua lisboeta, perto do Cais do Sodré,  nasceu um espaço pouco característico: a Livraria Menina e Moça. Nome adoptado da obra de Bernardim Ribeiro,  tem como ponto comum  a língua portuguesa como um abraço convidativo entre nacionais e estrangeiros.

foto de Menina e Moça - Livraria Bar

Num cenário colorido que acolhe no tecto barcos e balões ilustrados, a  leitura e as tertúlias  fazem parte do programa desta livraria que também pretende homenagear Lisboa, com as obras de Marina Tavares Silva e a sua emblemática colectânea Lisboa Desaparecida, a venda de postais de Lisboa antiga e textos jornalísticos sobre a capital portuguesa.
 foto de Menina e Moça - Livraria Bar



Para além dos clássicos e contemporâneos escritores portugueses, há livros  de clássicos da literatura internacional, livros de autores nacionais em inglês, mas também se prevê em língua francesa para  despertar um público estrangeiro com a literatura traduzida.
 foto de Menina e Moça - Livraria Bar
A gastronomia também é protagonista neste espaço literário com uma ementa apresentada sinais ortográficos, como por exemplo, as “vírgulas” que correspondem aos petiscos, os “contos”  às  sopas.  Há bebidas tipicamente portuguesas, o medronho e a ginjinha e bebidas dedicadas à comunidade de países de língua portuguesa.


 O livro desassossega, encanta e faz-nos ir para lugares conhecidos e desconhecidos. Para Cristina Ovídio, dona da livraria “Tudo o que exige silêncio e estarmos com nós próprios acaba por nos assustar” e “ninguém sente os sons da cidade nem olha a arquitectura ou sequer nos olhos do outro”.

Talvez aqui, as tecnologias sejam, ainda que provisoriamente, deslocadas para um plano secundário e olhar, contemplar, apreciar um livro, a decoração, acompanhada por pratos típicos portugueses e da lusofonia sejam um pretexto convincente para verdadeiramente ... sentir!

Fonte: Jornal "Público"
Fotografias: "Zomato"

domingo, 12 de fevereiro de 2017

BONECOS DE SANTO ALEIXO - Alentejo



Os bonecos de Santo Aleixo, com registo de existência no século XVIII, adoptaram o nome da aldeia da sua origem. Em tempos longínquos, eram manipulados por  locais que apresentavam os seus espectáculos em feiras e povoados no Alto Alentejo.


     



Num pequeno retábulo de madeira, os bonecos de Santo Aleixo adquirem vida com o movimento executado através de  uma rede dupla de cordéis. As candeias de azeite iluminam o cenário pintado em cartão e a guitarra portuguesa marca o acompanhamento musical.

O Padre Chancas e o Mestre-sala são os personagens destes espectáculos que têm como repertório, textos de transmissão oral e de literatura de cordel e peças de carácter religioso. 



                                                                                                   Fotografia: Museu da Marioneta




                  Imagem: Blog "do tempo da outra senhora"

Propriedade do Centro Dramático de Évora, e manipuladas por atores da companhia, os bonecos de Santo Aleixo fazem parte da tradicional expressão artística alentejana e são conhecidas em festivais nacionais e internacionais de marionetas. 


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

TERCEIRA - ANGRA DO HEROÍSMO e UM POEMA DE VITORINO NEMÉSIO


O início de uma semana, e para começar com inspiração - quem disse que as segundas feiras não são fáceis?!! - paisagens inspiradoras com um poema de um conhecido escritor nascido na esplendorosa ilha da Terceira: Vitorino Nemésio. Nascido em 1901 na Praia da Vitória, para além de poeta e biógrafo, Vitorino Nemésio foi, entre outras actividades, jornalista, investigador, exercendo ainda funções como docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. 



Na Marina de Angra do Heroísmo as nuvens desafiam o sol tímido.

Que Bem Sabe o Amor Constante

Até no carro te canto,
Fala a fala, seio a seio,
Espantado de um encanto
Que mais parece receio

De te perder à partida
Pra te ganhar à chegada,
Pois tu és a minha vida
Na ida e volta arriscada.

Vai o Godinho ao volante
Com seu ar de conde antigo
Que bem sabe o amor constante
Que me aparelha contigo.

Poupado na gasolina,
Discreto na confidência,
Navegador à bolina
Dos rumos da nossa ausência.

Leva-me à Embaixada, ao almoço:
Travou, mas não sei que tenho:
Um resto de ardor de moço
Contigo no meu canhenho.

Vitorino Nemésio, in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga" 


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ÉVORA- FRAGMENTOS NOCTURNOS DO TEMPLO DE DIANA

O magnífico pôr do sol que emoldurou o casario deixou o céu com
cores de fogo.



A noite chega, e mesmo fria, convida a um passeio pela cidade de Évora.




Desta vez, as fotografias são nocturnas, uma diferente forma de homenagear o património eborense através do Templo de Diana.





Sob o fundo negro, as colunas sólidas do Templo de Diana
permanecem indiferentes à passagem do tempo e  


a luz projetada torna este emblemático monumento ainda mais envolvente!



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A CASA SOMMER - Arquivo Histórico Municipal - CASCAIS



Nos finais do século XIX, princípios do séculos XX, num período
em que a monarquia se instalava em Cascais, Henrique Sommer
mandou construir a casa onde hoje funciona o Arquivo Histórico Municipal. 

Para os moradores de Cascais e para quem costumava frequentar e passear pela vila, a Casa Sommer faz parte dos registos de memória. Lembro-me desta casa abandonada durante tantos anos e de apreciar a fachada preenchida com vegetação.

                                   Fotografia: Câmara Municipal de Cascais
                          A casa Sommer degradada e depois de recuperada


Localizada num local privilegiado, depois de uma longa recuperação, acolhe o Centro de História Local - Arquivo Histórico Municipal-, um espaço de memórias coletivas que testemunha a identidade e a história de Cascais.


                                                  Fotografia: Câmara Municipal de Cascais


Para além da sala de atendimento e da sala de consulta, funciona ainda uma livraria municipal e salas de exposição.


domingo, 11 de dezembro de 2016

CINEMA PORTUGUÊS - O ORNITÓLOGO, de João Pedro Rodrigues


 Mais um sucesso do cinema português! O filme O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, mereceu elogiosas críticas internacionais e o prémio de realização no Festival de Locarno.

Filme de João Pedro Rodrigues na primeira página do Libération









Estreado a 30 de novembro em França, o jornal Libération descreve recentemente na capa que a obra do cineasta é um filme "prodigioso" e nas páginas interiores refere que inventa "a magia de uma intersecção das inquietudes".

  





Imagem: Diário Digital



Sobre a 5ª longa-metragem de João Pedro Rodrigues é descrito pela revista Les Inrockuptibles, como um "cineasta aventureiro e inspirado", realizador de um "cinema sensorial, muito controlado", com um novo filme "magnífico, onde escava o seu sulco de cineasta, atento à mínima imagem que produz, sensível aos elementos, aos movimentos das almas e dos corpos".
PÚBLICO -






Entre pássaros, uma viagem de descoberta e a religião o filme teve como cenário um território em que a natureza se impõe: Trás-os-Montes e o Douro. Entre rios que se cruzam  numa natureza austera, foi necessária uma autorização especial para filmar em alguns destes locais que ainda permanecem selvagens.



                                                                    

O realizador João Pedro Rodrigues                                    
                             Foto: O Público

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

CASA ROQUE GAMEIRO - Exposição "Flor de Água: Helena Roque Gameiro (1895-1986) - Aguarela e Artes Aplicadas"


A Exposição Flor de Água: Helena Roque Gameiro (1895-1986) – Aguarela e Artes Aplicadas, está patente até dia 26 de fevereiro de 2017 na Casa Roque Gameiro, em Venteira ( Amadora), com entrada gratuita.

Fotografia: Câmara Municipal da Amadora


Uma exposição organizada em cinco núcleos apresenta a obra de Helena Roque Gameiro, aluna de seu pai Alfredo Roque Gameiro, desde muito cedo se dedicou à pintura. Nascida em Lisboa, em 1895, foi professora de Desenho, Pintura e Artes Aplicadas, aguarelista exímia que tinha na Natureza a inspiração para a sua pintura.

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                                       Azenhas do Mar pintada por Helena Roque Gameiro


Para além da exposição, até fevereiro de 2017,  está prevista um programa abrangente que inclui workshops, conferências e visitas guiadas que nos permitem conhecer o percurso pessoal e profissional de Helena Roque Gameiro.